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Saber y Cuidar |
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I Encontro Cultural da Juventude de Guaraniaçu O evento ocorreu nos dias 3, 4 e 5 de setembro e contou com a participação de uma média de 60 jovens que participaram em oficinas de Teatro do Oprimido, Reflexões sobre a Sociedade do Consumo, Mídia e Educação, Ecologia e Música. Oficina de Teatro: Durante o encontro em Guaraniaçu, com a participação de 20 jovens na oficina de Teatro do Oprimido, foram trabalhados jogos e técnicas, e discussões a cerca das suas ramificações. No primeiro dia trabalhou-se mais com o corpo. Foi um dia dedicado ao conhecimento da turma e a criação de vínculo afetivo e desembaraço. Este dia de abertura foi importantíssimo para o segundo, já que seriam trabalhadas questões mais reflexivas que exigiriam dos jovens, liberdade de expressão e discussão. No sábado optou-se por ser trabalhado o teatro-jornal, para tanto, foram escolhidos variados artigos relacionados a temas polêmicos de jornais e revistas com múltiplos olhares. Os artigos foram distribuídos em dois grupos que leram, explicaram e debateram os temas, que discutiam deste o problema de terra e propriedade, problemas da adolescência e sexualidade. Após este debate entre os jovens, apresentando suas visões dos temas, montou-se um esquete de 10 minutos referente aos artigos lidos e debatidos. No esquete apresentaram-se dois jornais, o A e o B. Um, chamando-se Guará e outro, Niaçu. Os jornais deveriam apresentar a mesma notícia, porém cada um com uma visão variada, uma pelos olhos dos opressores e outro pelos dos oprimidos. Ao final da apresentação, feita pelos jovens do teatro aos jovens das outras oficinas, no domingo, fez-se um fórum a respeito dos temas abordados. Reflexões sobre a Sociedade do Consumo, Mídia e Educação. As atividades da Oficina realizadas em Guaraniaçu teve a repercussão necessária e a perfeição suficiente para satisfazer a todos os envolvidos. Pautado pelo modo dialético de apresentação, na mescla da exposição com a interlocução direta com os jovens presentes, a proposição inicial do projeto em incutir o senso crítico nos jovens, paulatinamente, surtiu seus efeitos práticos, ao se considerar os três dias de convívio. As atividades se iniciaram com uma apresentação panorâmica da nossa intenção, com apontamentos sobre os instrumentos utilizados (vídeos e filmes) além do embasamento teórico ao qual nos alicerçaríamos. No primeiro dia, propusemos a análise do filme/documentário A história das coisas como pretexto para desenvolvermos a discussão sobre a circulação de mercadorias e os fatores que desencadeiam as tendências ao consumo e sua degenerescência ao consumismo, ou seja, sobre a questão de onde vem e para onde vai o que consumimos (produção e distribuição), e refletimos coletivamente sobre o seu reflexo na sociedade mediante a divisão de classes, desigualdade e exclusão social. |