Tecido Epitelial - De Transição

................................................................................................................Torquatto, E.F.B.; Lima, B.; Brancalhão, R.M.C.; Guedes, N.L.K.O.¹

.........O epitélio de transição - que reveste a bexiga urinária, o ureter e a parte superior da uretra - é um epitélio estratificado cuja camada mais superficial é formada por células globosas. A forma dessas células muda de acordo com o grau de distensão da bexiga, assim, as células podem ficar achatadas quando a bexiga estiver cheia. Quando a bexiga está vazia as células da camada superficial são grandes, arredondadas, em forma de cúpula e podem apresentar um ou dois núcleos esféricos com nucléolo proeminente. Estas são responsáveis pela barreira osmótica entre a urina e os fluídos teciduais. Já quando a bexiga está distendida, a espessura do epitélio diminui e as células em raquete se tornam achatadas, de formato quase pavimentoso.

.........As células epiteliais mais próximas à membrana basal são pequenas e, à medida que originam outras células, aumentam de tamanho conforme migram para a superfície. Nestas células, a membrana plasmática em contato com a urina é especializada, apresentando placas espessas separadas por faixas de membrana mais delgada. Quando a bexiga se esvazia, a membrana se dobra nas regiões delgadas e as placas espessas se invaginam e se enrolam, formando vesículas fusiformes, que permanecem próximas à superfície celular. Ao se encher novamente, sua parede se distende e inicia-se um processo inverso, com a transformação das vesículas citoplasmáticas fusiformes em placas que se inserem na membrana, aumentando a superfície das células. Esta membrana plasmática especial é sintetizada no complexo de Golgi e tem composição química peculiar: os cerebrosídeos.

.........Esse epitélio é especializado na distensão e na resistência à toxicidade da urina.

¹ Como citar:

  • Nas referências: TORQUATTO, E.F.B.; LIMA, B.; BRANCALHÃO, R.M.C.; GUEDES, N.L.K.O. Tecido epitelial, 2016. Disponível em: . Acesso em: 16 de jul. 2016. (conforme data de acesso ao site);
  • No texto: Torquato et al. (2016) ou (TORQUATO et al., 2016).
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