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Unioeste - Universidade Estadual do Oeste do Paraná

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Guia do Estagiário

Apresentação

 

“Quem é professor nato considera cada coisa apenas em relação aos seus alunos – inclusive ele mesmo”

Friedrich Nietzsche

Aforismo 63 de Além do bem e do mal

 

 

Por força de lei todo curso de Licenciatura tem prevista a atividade curricular Prática de Ensino sob a forma de Estágio Supervisionado, atividade que não pode ficar reduzida a um espaço isolado e desarticulado do restante do curso. De um modo geral é constituída de atividades de aprendizagem proporcionadas aos estudantes pela participação em situações efetivas de vida e de trabalho cotidianos no âmbito educacional e tem, assim, por finalidade, inserir o estagiário na realidade viva da escola. Além das atividades de observação e regência de classe, inclui ações relativas a planejamento, análise e avaliação do processo pedagógico, bem como objetiva envolver os estudantes nas diversas dimensões da dinâmica escolar como gestão, interação com os demais professores, relacionamento escola/comunidade e relações com a família.

 

O estágio visa uma complementaridade entre teoria e prática, pois, segundo o Conselho Nacional de Educação, “deverá constituir o elemento articulador entre formação teórica e prática pedagógica com vistas à reorganização do exercício docente em curso”.[1] Trata-se, portanto, de uma nova compreensão do que é a prática, uma vez que ela não se resume mais somente à prática de ensino e estágio obrigatório, aquelas dezesseis horas mínimas em sala de aula, na qual o professor em formação inicial atua como professor ao final do curso de graduação.

 

A prática pedagógica passa a ser um componente curricular, um conjunto de atividades formativas que perpassa todo o curso e tem o objetivo de promover o desenvolvimento e amadurecimento pessoal do estudante, sensibilizá-lo para as atividades profissionais, bem como proporcionar experiências de transposição didática daqueles conhecimentos adquiridos ao longo da graduação e de desenvolvimento de procedimentos próprios ao exercício da docência.

No entanto, à primeira vista, parece que poucas são as licenciaturas que vivem tão intensamente a dicotomia entre prática e teoria como a Filosofia, chegando a ser sentida como uma cisão entre dois mundos na própria grade curricular de boa parte dos cursos. Dicotomia esta que precisa ser problematizada com a finalidade de superá-la, ou, ao menos amenizá-la, para que possamos fazer de um curso de Licenciatura em Filosofia também um tempo de experiências no qual o licenciando tenha a oportunidade para realizar uma invenção filosófica de si e também uma invenção da docência filosófica.

Afim de que essa tarefa obrigatória possa ser transformada em uma verdadeira experiência, e, para facilitar a vida dos estudantes que têm chegada a sua hora de ir a campo, "por a mão na massa", é que este GUIA foi inventado. Trata-se de um conjunto de dicas que traçam caminhos até a sua chegada em sala de aula, onde você terá a oportunidade de se experimentar, de por à prova as suas invencionices para a docência filosófica.

O guia foi elaborado pela Coordenação de estágios em Filosofia e pelo estudante Alexandre Klock Ernzen, estagiário que viveu a experiência de “estar perdido”, por isso, se dispôs a facilitar a vida daqueles estagiários e professores que virão. Embora o guia não substitua o programa das disciplinas de Estágio I e II e seu cronograma de atividades, onde são documentados os exercícios, os trabalhos e os prazos referentes aos estágios, esse “manual” será usado e deverá estar sempre à mão durante todo o processo. Grande parte de seu conteúdo contempla problemas encontrados por estagiários e professores orientadores do curso de Filosofia, bem como supervisores de estágio das escolas, os quais, direta ou indiretamente, contribuíram para o resultado final dessa versão. Além disso, a ideia geral está baseada no Guia do estagiário criado pela professora de estágio em Artes da UFRGS, Paola Zordan, a quem agradecemos a solidariedade e autorização do uso e adaptações.

Work in progress, esse guia é um material em permanente construção, instrumento aberto a críticas, sugestões e reformulações, conta com a participação de todos os envolvidos nos estágios para ser feito e refeito a cada nova situação. Ao longo do ano, contribua escrevendo recados para os colegas, lançando idéias, indicando materiais (textos, poemas, contos, filmes, músicas), inventando o que quiser para fazer do Guia do estagiário uma criação que contribua para a invenção docente de cada um. Entregue sua colaboração para a professora quando quiser ou envie seus comentários e sugestões por Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

 

 

 

Toledo, fevereiro de 2011

 

Ester Maria Dreher Heuser

Alexandre Klock Ernzen

Célia Machado Benvenho



[1] CNE 744/97, Orientações para cumprimento do artigo 65 da Lei 9.394/96 - Prática de Ensino. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/1997/pces744_97.pdf acesso em 09 de março de 2010.


[2] DOSSIÊ: didáticas, metodologias e experiências no Ensino de Filosofia Vol. 13, No 1 (2012). Disponível em: http://www.revistas.udesc.br/index.php/linhas;

 

 

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