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Os Fazedores

26/04/11

 

Os fazedores: ciclo de documentários dedicado às poéticas contemporâneas

Segunda apresentação: 26 de abril de 2011.

Documentários: Van Gogh: Campo de trigo com corvos e Diabo e Daniel Johnston

Local: Mini-auditório – UNIOESTE/Toledo.

2 exibições: 9h e 19h30

O poder da arte é expresso no documentário Van Gogh: Campo de trigo com corvos por Simon Schaman. Schaman é um historiador controverso, que tende muitas vezes à simplificação de questões complexas, mas também um narrador histriônico e apaixonado. Na sua aproximação à obra e vida de Van Gogh, nos oferece um pintor em total posse das suas capacidades artísticas, tentando colocar em causa a lenda segundo a qual a sua obra seria o produto da loucura. Produzido pela BBC, o filme propõe um contraponto dramático na encenação de algumas cartas de Van Gogh (numa atuação intensa de Andy Serkis), onde o discurso crítico se cala para dar a palavra a um homem “que gostaria de mostrar com seu trabalho o que um nada, o que um ninguém tem no seu coração”.

O segundo documentário é o testemunho visceral de Jeff Feuerzeig sobre a vida de Daniel Dale Johnston (poeta, cantor, músico, compositor, pintor, desenhista), a quem fora diagnosticado um transtorno bipolar na sua adolescência. Apoiado sobre uma enorme quantidade de material documental (Johnston guardava registro de praticamente tudo o que fazia), Feuerzeig acompanha a progressiva degradação mental de Johnston desde a sua infância de menino prodígio até a sua ambivalente vida atual, sem lamentações nem imposturas, mas também sem esperanças de redenção. O Diabo e Daniel Johnston nos confronta com a fragilidade de uma vida difícil, cuja diferença encontramos associada à singularidade de uma produção artística ímpar, que nos intriga e que, de alguma forma, nos assusta.

 

 


 

23/03/11

A sessão de abertura de Os Fazedores está programada para o dia 23 de Março, às 16:00 (com reprise às 19:00), apresentando o penúltimo filme de Frederick Wiseman: A dança (de improvável estreia nos cinemas). Wiseman – um dos documentaristas mais carismáticos do século XX – filma o quotidiano de uma companhia de bailado (Le Ballet de l’Opera de Paris), revelando o rigor, a disciplina e o sacrifício na procura da perfeição, mas também a pura exterioridade de uma instituição coletiva.

Frederick Wiseman, A dança (152’)

Toledo

Quarta 23 de Março

16:00 e 19:00 hs

Mini-auditório

Campus Universitário (UNIOESTE)

 

Os Fazedores

A arte ganha companhia

A dança, de Frederick Wiseman, abre a programação de 2011, dedicada à loucura, a ficção autobiográfica e a potência do falso.

Os Fazedores – ciclo de documentários dedicado às poéticas contemporâneas – volta em 2011 mais bem acompanhado do que nunca. Numa parceria com o Grupo de pesquisa multiTÃO: prolifer-artes sub-vertendo ciências e educações (CNPq), o Programa Interdisciplinar e Interinstucional Mestrado em Divulgação Científica e Cultural (Labjor/Unicamp), e o Curso de Filosofia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), os documentários programados para este ano serão exibidos simultaneamente em Natal (RN), Campinas (SP) e Toledo (PR). O ciclo ganha assim, não só uma maior divulgação, mas um princípio de pluralismo na programação, cuja primeira manifestação visível será a incorporação de um espaço dedicado às curta-metragens brasileiras (mas não só) que dão conta do que acontece nas artes sem maiores comentários (Documenta, a ter lugar em Outubro).

Depois dum primeiro ano dedicado aos procedimentos de criação, a contra-cultura e o cinema, em 2011 Os Fazedores quer trazer uma série de questões que a arte contemporânea levanta além do seu mero funcionamento estético. Nesse sentido, vamos propor como primeiro corte a oscilação da criação artística entre a lenda e a loucura.

Para começar, apresentaremos o sexto dos oito documentários que conformam o ciclo que Simon Schaman consagrara ao poder da arte em 2006: Van Gogh: Campo de trigo com corvos. Schaman é um historiador controverso, que tende muitas vezes à simplificação de questões complexas, mas também é um narrador histriónico e apaixonado. Na sua aproximação à obra e vida de Van Gogh, nos oferece um pintor em total posse das suas capacidades artísticas, tentando colocar em causa a lenda segundo a qual a sua obra seria o produto da loucura. Produzido pela BBC, o filme propõe um contraponto dramático na encenação de algumas cartas de Van Gogh (numa atuação intensa de Andy Serkis), onde o discurso crítico se cala para dar a palavra a um homem “que gostaria de mostrar com seu trabalho o que um nada, o que um ninguém tem no seu coração”.

O segundo dos filmes é o testemunho visceral de Jeff Feuerzeig sobre a vida de Daniel Dale Johnston (poeta, cantor, músico, compositor, pintor, desenhista), a quem fora diagnosticado um transtorno bipolar na sua adolescência. Apoiado sobre uma enorme quantidade de material documental (em vista de que Johnston guardava registro de praticamente tudo o que fazia), Feuerzeig acompanha a progressiva degradação mental de Johnston desde a sua infância de menino prodígio até a sua ambivalente vida atual, sem lamentações nem imposturas, mas também sem esperanças de redenção. O Diabo e Daniel Johnston nos confronta com a fragilidade de uma vida difícil, a cuja diferença encontramos associada a singularidade de uma produção artística ímpar, que nos intriga e que, de alguma forma, nos assusta.

Um terceiro filme, dedicado ao brilho fugaz de Arthur Cravan (poeta e boxeador), desloca subtilmente o foco da loucura para a lenda. O docu-drama de Isaki Lacuesta coloca em cena outro artista e boxeador, Frank Nicotra, numa enlouquecida pesquisa detrás dos enlouquecidos passos de Cravan, de Londres a Barcelona (onde desafiou o campeão do mundo dos pesos pesados: Jack Johnson!), e de Barcelona a México (onde perde o seu rastro, depois de que Cravan se embarcara rumo aos Estados Unidos numa jangada rudimentar). Apagando os limites entre realidade e ficção, Cravan vs. Cravan resgata do esquecimento a lenda do dadaísta mais elusivo da história.

O ciclo de 2011 terá continuidade com a exibição de dois filmes dedicados à rara prática do «auto-documentário» (Agnès Varda, As praias de Agnès; Banksy, Saída pela loja de presentes), a seguir com uma série de filmes dedicados a colocar em causa a lógica do original e da cópia (Harry Moses, Quem merda é Jakson Pollock?; Orson Welles, F de Fraude; Rogério Sganzerla, Nem tudo é verdade), e, para fechar, com o filme de Margarida Cardoso, Kuxa Kanema, que procura restituir o essencial dum projeto que involucrou cineastas como Rui Rio e Jean-Luc Godard na tentativa de (re)fundar Moçambique através da imagem cinematográfica.

A sessão de abertura de Os Fazedores está programada para o dia 23 de Março, às 16:00 (com reprise às 19:00), apresentando o penúltimo filme de Frederick Wiseman: A dança (de improvável estreia nos cinemas de Natal). Wiseman – um dos documentaristas mais carismáticos do século XX – filma o quotidiano duma companhia de bailado (Le Ballet de l’Opera de Paris), revelando o rigor, a disciplina e o sacrifício na procura da perfeição, mas também a pura exterioridade duma instituição coletiva. Depois do espantoso filme operístico de Darren Aronofsky, que remete a dança a uma experiência interior e limite, o olhar desapaixonado de Wiseman nos conduz a esse estranho lugar onde a dança reconhece o seu parentesco com a construção de catedrais.

Frederick Wiseman, A dança (159’)

Quarta 23 de Março

16:00 e 19:00 hs

Auditório B (CCHLA)

Campus Universitário (UFRN)

 

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